Não só os alimentos naturais e orgânicos estão em alta no momento. Os vinhos (acredite!) também.
Na verdade, os vinhos sempre foram naturais, como exemplo grandes exemplares dos anos 30, 40 e 50. A indústria que modificou a bebida adicionando adubos químicos, pois sem eles, o rendimento do vinho seria bem menor. Os três tipos de vinho (orgânicos, naturais e biodinâmicos) são distintos, mas têm em comum o fato de usarem menos e às vezes, nenhum produto químico.
Os vinhos orgânicos são elaborados da mesma maneira que os comuns, com a ressalva de, em alguns casos, serem produzidos em um solo melhor e bem tratado. Ou seja, com menos ou nenhum tipo de agrotóxico. Muitos produtores usam o termo orgânico como apelo comercial.
Já o vinho biodinâmico, usa-se apenas adubos orgânicos e não têm a intervenção de produtos químicos; Segue o conceito do filósofo austríaco Rudolf Steiner, que diz que o homem não deve alterar os equilíbrios naturais do campo e, sim, preservar o equilíbrio existente, como observar a influência da lua, que tem ciclos regulares, e saber entendê-los. Neste tipo de vinho, os produtores usam a sabedoria de seus ancestrais, sendo assim, um trabalho muito mais elaborado.
Quanto ao vinho natural nada mais é do que um suco de uva fermentado. Nele, a terra é viva! É a expressão do verdadeiro terroir. Os vinhos naturais não tem adição de sulfito (componente que ajuda a evitar a oxidação do vinho) e o SO2 - protetor usado na vinificação - é natural. Nesta categoria, o sulfito entra apenas após sua fermentação, garantindo mais resistência aos vinhos.
Mas se os vinhedos naturais não podem ter intervenção química, como protegê-los de pragas?
Simples! Através de produtos que sejam apenas de origem animal ou vegetal e não os usados nos vinhos comuns, como pesticidas, fungicidas e herbicidas. Usa-se também o sistema de contato, um tipo de película protetora que mantém as uvas livres das pragas.
Os vinhos naturais, sempre serão melhores que os vinhos comuns. Eles são mais leves, digestivos e com menor teor alcoólico, já que não passam pelo processo de chaptalização (técnica que promove adição de açúcar ao mosto para aumentar a graduação alcoólica), utilizando assim apenas uvas bem maduras. Em algumas vezes, precisam esperar cerca de 100 dias para o amadurecimento da fruta; Este tipo de vinho é tendência. Além disso, o vinho natural não dá ressaca. Você pode tomar garrafas e acordar bem no dia seguinte. As desvantagens são os riscos que o produtor corre para elaborá-lo, já que como ele é produzido de acordo com as condições naturais e climáticas, sem adição de química, muitas vezes a safra pode ser perdida - ou não sair do jeito esperado.
Outro ponto é que o vinho natural tem de ser mantido, impreterivelmente, em uma temperatura entre 14 e 15 graus e ao abrir, recomenda-se colocar em um decanter por mais tempo do que o habitual. Só assim, garantirá as características desta bebida.
Quer saber a temperatura ideal de cada estilo de vinho? Confira aqui como apreciar melhor a sua bebida preferida!

Nada como degustar um vinho corretamente, não é? Dessa maneira, podemos avaliar os seus aromas e sabores de forma justa. E degustar a bebida na temperatura certa, é uma das regras para analisar melhor o vinho e, é claro, não fazer feio na hora de servi-lo.
Então, vamos direto ao assunto:
Espumantes e frisantes:
Estes estilos de vinho pedem frescor e, por isso, devem ser degustados gelados. Sirva entre 6ºC e 8ºC.
Ao colocar na mesa, podem ser inseridos dentro de um balde de gelo com um truque: Adicione água sobre as pedras de gelo. Essa técnica vai ajudar a deixar o rótulo ainda mais geladinho porque o líquido gelado tem uma área de contato maior com a garrafa do que os cubos de gelo. Faça o teste!
Vinhos brancos, rosés, fortificados e de sobremesa
Esses, se forem servidos entre 10ºC e 12ºC mantêm o seu frescor natural.
Tintos leves / encorpados / Porto Vintage
O ideal seria mantê-los em uma adega por volta dos 17ºC para na hora de servir ele ficar em 18ºC. Alguns estilos mais leves, ficam melhor um pouco mais resfriado; Mas não exagere, gelar muito um vinho tinto, fará com que ele fique tânico, pesado e perca seus aromas e sabores.
País de origem: Nova Zelândia
Tipo: Branco
Uva: Sauvignon Blanc
Produtor: New World Wines
Safra: 2014
Onde adquiri: vinhosonline.com
Valor: R$59,90
Recomenda/Compraria novamente: Sim
Minha nota (0-100): 80
Observações: O nome Pania, vem de uma antiga mitologia nativa neozelandesa:
"Pania, uma beldade do mar, apaixonou-se por Karitoki, o corajoso filho de um líder Maori. Casaram-se secretamente, mas o dia chegou em que Pania retornou ao oceano para nunca mais voltar. Com o coração partido, Karitoki para sempre contempla as águas, assim como Pania sempre olha em direção à terra. Como uma Nação que ama tanto a terra como o mar, a lenda do destino que uniu estes amantes mantém-se viva nos corações dos Neozelandeses."
Tanto é que fizeram uma estátua "Pania of the Reef" em sua homenagem.
Quanto ao vinho, ele é produzido na região de Marlborough e tem 13,4% de álcool quase imperceptíveis:
Na taça, apresentou uma cor amarelo palha bem transparente.
Em relação aos aromas, senti um cítrico de abacaxi e um verde que lembrou grama cortada.
Na boca, é ácido! Eu notei sabor da lima e um leve sabor de pimenta cambuci com um final de pouca a média duração.
Um vinho interessante que vale a pena experimentar!
Foto da garrafa e do rótulo:
Estudos e especialistas afirmam que beber vinho regularmente, mas com moderação, pode ajudar a combater doenças e a prevenir o envelhecimento cutâneo. Será verdade?

Felizmente, a resposta é positiva. Os efeitos benéficos, entre eles a redução de doenças cardiovasculares e neurodegenerativas, são devido aos componentes encontrados nas uvas. Mas, ao contrário do que muitos afirmam, não existe um consenso sobre a substituição do vinho pelo suco de uva. Há quem acredite piamente que as propriedades benéficas do vinho vão muito além das do suco. A bebida de Baco, por exemplo, tem a vantagem da ação vasodilatadora que o álcool oferece, o que ajuda o sistema cardiovascular. Os trabalhos demonstraram melhor efeito dos vinhos tintos e, embora os sucos de uva tenham propriedades benéficas, o consumo responsável do vinho deve ser contemplado até por ser mais prazeroso. Mas, é fundamental procurar o seu médico antes de consumir a bebida regularmente. E, é claro, beber com moderação e intercalar com água. De acordo com os especialistas, não existe uma quantidade ideal, mas, o consumo não deve ultrapassar a duas taças por vez, preferencialmente, até quatro dias na semana. Vale ressaltar que, de fato, beber vinho pode fazer bem à saúde, desde que a pessoa não tenha nenhuma doença que impeça sua ingestão.
Resveratrol: substância poderosa!
O vinho é rico em compostos chamados polifenóis, que são os famosos flavonoides e resveratrol capazes de dilatar as artérias, limpar as placas de gordura e queimar até 30% das calorias; O resveratrol é muito conhecido pela sua ação antioxidante. Presente nas cascas das uvas tintas, esta substância combate os radicais livres e prolonga a vida das células. Podemos também citar outros benefícios, como ações anti-inflamatórias, cardioprotetoras, antimicrobianas, antifúngicas, antiproliferativas e quimiopreventivas contras os tumores, além de proteção contra os danos causados pela radiação ultravioleta do tipo B. O resveratrol tem poder antioxidante muito superior ao das vitaminas C e E. Inclusive, existem pesquisas demonstrando benefícios nos tratamentos de algumas doenças de pele, cabelo e unhas. Isto por conta da ação antifúngica dos polifenóis. Alguns testes químicos feitos, revelam que os vinhos tintos feitos com as uvas Tannat, Merlot e Sangiovese tem mais concentração desses compostos e a uva tinta que menos tem é a pinot noir. Os vinhos brancos tem muito pouco, até 10 vezes menos que os tintos.
Fique longe das doenças neurodegenerativas...
Um estudo publicado na revista "Acta Neurologica Scandinavica", do Reino Unido, afirma que o vinho ajuda na prevenção de doenças como o Alzheimer e Demência Senil. Os pesquisadores acompanharam, durante sete anos, mais de cinco mil adultos e registraram o seu consumo médio de vinho. O resultado foi surpreendente: aqueles que consumiram a bebida de maneira moderada (duas vezes ou mais por semana), tiveram melhores pontuações nos testes cognitivos. Outros estudos divulgados pela comunidade científica apontam mais efeitos positivos nos consumidores de vinho. Alguns descobriram melhora nos resultados em testes de QI, enquanto outros, menor chance de desenvolvimento de câncer.
E você? Já abriu uma garrafa de vinho hoje?
Fazia tempo que eu estava namorando uns vinhos no VinhosOnline.com (site saiu do ar) então, decidi concretizar a compra em uma segunda-feira.
Acabei colocando 4 vinhos no carrinho e paguei em 3x no cartão; Porém, nada de receber a confirmação tanto da administradora quanto do site... Aguardei mais 1 hora e entrei em contato pelo chat mas o atendente garantiu que estava tudo em ordem com meu pedido e solicitou que eu aguardasse.
Somente após 4 horas, recebi a confirmação que a compra havia sido aprovada.
O envio era de até 5 dias úteis, e eu precisava desses vinhos até no máximo sexta-feira.
No dia seguinte, já recebi a NF por e-mail e de tarde, o código de rastreio para acompanhar via correios.
Ao rastrear, apareceu a mensagem: "Postado depois do horário limite da agência. Objeto sujeito a encaminhamento no próximo dia útil".
Mas a encomenda até que chegou rápido, na quinta-feira!
O lamentável foi o estado em que os correios deixaram a embalagem, ou subiram em cima dela ou colocaram ela em baixo de algo muito pesado.
Chegou até a estourar o papelão da caixa, inclusive achei o papelão muito fino para acomodar 4 garrafas, poderiam melhorar essa caixa mas não justifica o desleixo que os correios tratam nossas encomendas.
Os vinhos estavam intactos pois estavam dentro daquelas "wine fiber pack" e elas aguentam bastante peso sem amassar.
Então é isso, fica o registro de mais uma compra em uma loja que vende vinhos pela internet.

Saúde e boas compras!
Se você fica em dúvida toda vez em que se depara com um rótulo de vinho, não se preocupe, segue algumas dicas:
O termo reserva pode ter um significado relevante na hora de comprar um vinho, já que para ser considerado assim, a bebida tem de passar por um método diferente, com mais tempo de envelhecimento para obter resultado superior. Na Espanha, para ser, de fato, um vinho reserva, ele deve estagiar, no mínimo, doze meses em barril de carvalho e envelhecer mais dois anos em garrafa. Os brancos e rosés devem ter ao menos dois anos de idade, desses, ter envelhecido seis meses em barricas. Além desse tempo, a bebida é feita com uvas selecionadas, o que a torna mais estruturada. A Espanha segue rigorosamente este método, pois faz parte de sua legislação.
Outros países que não têm a obrigatoriedade de seguir a lei podem usar o termo de forma indiscriminada, por vezes, inapropriada, com o intuito de atrair mais consumidores, ou apenas indicar que o exemplar tem qualidade superior em relação a outros rótulos da vinícola. Outro termo muito visto, principalmente nos rótulos da América do Sul, é o reservado, que, diferente do que parece, não passa pelo mesmo processo do reserva, sendo assim, sua qualidade não pode ser comparada por ser mais simples.
Alguns vinhos italianos usam o termo riserva, mas, neste caso, significa que a bebida foi envelhecida por pelo menos três anos – exceto Barolo, Brunello di Montalcino e Barbaresco, que devem ter, no mínimo, cinco.
Gran reserva e crianza
Outro termo que pode criar dúvida na hora da compra é o gran reserva. Para ter no rótulo esta classificação, o vinho deve ter sido elaborado com uvas originárias dos melhores vinhedos e de safras excepcionais, tendo passado, no mínimo, 24 meses em barril de carvalho e mais 36 meses em garrafa antes de ser comercializado. Os brancos e rosés devem ter, no mínimo, quatro anos e ter permanecido seis meses em carvalho. Seguindo esta linha, vem o chamado crianza. Este já pode ser degustado antes: são, pelo menos, doze meses em barril de carvalho e mais doze em garrafa. No caso dos brancos e rosés, o tempo de envelhecimento é o mesmo, mas, ao contrário dos tintos, passam seis meses em barricas.
Pois é... as classificações são muitas, mas não se desespere. Sempre que precisar, nos consulte. Tão bom quanto degustar um vinho é aprender mais sobre essa bebida, que, sem dúvida, é inspiradora.
Tenho o costume de sempre visitar as lojas que vendem vinhos pela web para procurar promoções e ler sobre os vinhos a venda.
Outro dia ao acessar o site da vinícola miolo, deparei com uma promoção de frete grátis!
Os preços também estavam ótimos, coloquei no carrinho o Lote 43 que estava por R$99,00 e uma bag in box por R$58,99.
Mas como a fatura do meu cartão estava para fechar, acabei não finalizando a compra e esperei para comprar.
No dia seguinte, ao notar o fechamento da fatura, voltei ao site mas reparei que os preços tinham aumentado, o lote 43 foi para R$111,90 e a bag-in-box cabernet/merlot da linha seleção para R$69,41.
Me arrependi de não ter comprado ou ter gerado um boleto no dia anterior... Fica a lição e a dica, caso encontre uma promoção, a melhor coisa a fazer é gerar o boleto para garantir o preço.
Mesmo assim, resolvi comprar apenas a bag de 3 litros.
O frete realmente foi gratuito e o prazo da entrega era de 6 até 13 dias úteis.
Paguei em uma sexta-feira e na outra semana (quinta-feira) chegou a encomenda; O site apenas informa quando envia mas não fornece nenhum código de rastreio e o status do pedido fica parado em "Liberado para Entrega".
A compra chegou em uma embalagem dos vinhos da uva gamay, dentro tinha um plástico bolha por cima e abaixo estava a bag.
Mais uma vinícola que vende seus vinhos pela internet que compro e aprovo!
loja.miolo.com.br
Fotos da caixa:

País de origem: Grécia
Tipo: Tinto
Uva(s): 50% Agiorgitiko, 30% Mavro Kalavritino e 20% Syrah
Produtor: Vinícola Cavino
Safra: 2013
Onde adquiri: vinumday.com.br
Valor: R$44,90
Recomenda/Compraria novamente: Talvez
Minha nota (0-100): 75
Observações: Primeiro vinho grego do blog! Ele é produzido na região da Acaia, tem fechamento com tampa de rosca (screw cap) e apenas 12,5% de álcool.
Na taça, apresentou uma cor rubi com uma transparência notável.
No nariz, é aromático! Senti compota de frutas vermelhas e um pouco de madeira.
Na boca, notei um vinho leve, agradável e com um final de boca de média persistência.
Um bom vinho! Agradou e valeu a experiência.
Foto da garrafa e do rótulo: